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sexta-feira, 10 de maio de 2013

Li até a página 100 e... #27 - Seara Vermelha

Li até página 100 e… é um meme literário semanal do blog Eu Leio, Eu Conto. Esse meme funciona como uma pré-resenha.




searavermelhaSeara Vermelha


Jorge Amado



Do que se trata o livro?


Um clássico da nossa literatura, Seara Vermelha conta a história de uma família de meeiros que ficam sem terra de quem trabalhar. Ao longo do livro é narrada a sua imigração à fabulosa São Paulo, tão sonhada por Jerônimo e seus parentes.






O que está achando até agora?
Ler clássicos da literatura as vezes pode parecer um trabalho terrivelmente chato, mas eu estou adorando ler Seara Vermelha. Jorge Amado tem uma escrita seca, detalha direto ao ponto, certos momentos, como a morte de Noca, é vista de forma tão fria que faz com que até o leitor entre para a linha de raciocínios dos imigrantes. A minha maior curiosidade sem dúvidas está nos que irão ser deixados para trás.

Já ouvi falar do livro nas saudosas aulas de literatura do Ensino Médio e sei o que acontece, mas não exatamente como acontece. Acredito que dessa forma a minha curiosidade está um pouco mais acentuada do que talvez se eu fosse ler sem saber nada sobre ele.

Melhor citação até agora:
São várias, mas a que mais gostei é esta aqui:

Local 1762:
"Esse distante São Paulo deve ser terra de muita riqueza realmente para exigir tanto sacrifício para os que para lá viajavam."

Vai continuar lendo?
Eu estou terminando ele este fim de semana, se essa dorzinha de cabeça passar logo. Estou um pouco ansioso para descobrir como termina :D!

domingo, 7 de abril de 2013

"Corajosos" por Randy Alcorn - A pré-resenha


Corajosos

Randy Alcorn

Editora Arqueiro

288 páginas

(2012)



Pré-resenha?

Então... eu decidi assassinar o "Li até a página 100 e...", achei que seria melhor se eu simplesmente fizesse uma pré-resenha, independente da página que eu tivesse chegado. Até porque há livros que se desenvolvem mais cedo e alguns um pouco depois da metade.

Não vou seguir roteiro nenhum para fazer a pré-resenha, será simplesmente um comentário livre sobre a minha leitura. Nenhum compromisso com nada e depois alguns trechos da pré-resenha serão incluídos na resenha final. Uma reciclagem rápida.



Vamos começar...

Ultimamente meu tempo tem sido bastante curto para minha leitura, diariamente leio umas 30 páginas, isso se eu conseguir uma hora extra. Vou logo falando algo, como diz meu professor da católica, eu não sou inteligente, mas eu sou esforçado. Eu não aprendo muita coisa durante a aula, mas depois eu dedico bastante tempo em anotações e leituras do material para conseguir entender 100% o assunto. Todos esses estudos extras acaba desaparecendo com o meu tempo livre.

Então para resolver isso eu resolvi pegar um livro pequeno e de leitura leve para que eu possa aproveitar mais os meus minutos de leituras (queria eu que fossem horas). Agora a melhor hora que eu consegui para ler é o ônibus! Graças ao trânsito e a demora do ônibus para chegar eu consigo ler no ônibus, me rende um capítulo e pouco mais.

"Corajosos" tem sido uma das minhas melhores leituras de ônibus (virou uma nova categoria na minha vida). Não sou muito fã da narrativa de Randy Alcorn, há certos aspectos que me incomodam, mas não passam de ervilhas embaixo de vários colchões, então não irei entrar em detalhes. 

A história me traz uma certa nostalgia, bastante particular meu. Estudei em um colégio evangélico e eu vou admitir que odiava isso, ainda me irrita o passado lá dentro e isso criou em mim um desgosto por qualquer mídia que se intitula "gospel". Recebi o livro de cortesia da editora e logo pensei em mandar sortear, mas eu pensei que num geral deve haver algo na história do livro que eu pudesse aproveitar para mim.



O livro conta a história da família de quatro polícias da cidade de Atlanta, Adam, Shane, Nathan e David e suas relações com suas respectivas famílias numa sociedade que vive com medo das gangues e do tráfico de drogas intenso. Em uma profissão tão perigosa, torna-se uma dificuldade para os policiais lidarem com seus filhos. Pessoalmente acredito ser bastante difícil ir dormir sem saber se seu pai voltará vivo pela manhã ou temer a realidade toda vez que o telefone tocar.

O resto do livro até então é o típico clichê gospel. Eles encontram uma fé maior em Deus e assim começam a resolver seus problemas na vida. Não sei como esse gênero vende tanto, já que são todos iguais em essência, seja na fraqueza dos detalhes ou no fato de que todos os autores são americanos. Ainda acho um pouco confortante ler sobre como a vida pode ser melhor se seguirmos os ensinamentos, mas eu adoraria ver algo diferente.


"A Cabana" de William P. Young se destacou ao trazer uma situação diferente em que mergulhava o leitor no corpo de um homem que perdeu seu filho e encontra Deus, uma mulher negra, que lhe auxilia para passar pelas dificuldades da vida. Fenômenos como "A Cabana" são difíceis de acontecer, mas eu o uso como ponto de referência sempre que começo uma leitura de livros assim.



Pretendo continuar a leitura sem dúvidas. Sou muito curioso para abandonar um livro pela metade, ainda mais quando o livro tem sido meu parceiro em momentos tão chatos quanto esperar um ônibus.

"Corajosos" por Randy Alcorn - A pré-resenha

Corajosos
Randy Alcorn
Editora Arqueiro
288 páginas
(2012)

Pré-resenha?
Então... eu decidi assassinar o "Li até a página 100 e...", achei que seria melhor se eu simplesmente fizesse uma pré-resenha, independente da página que eu tivesse chegado. Até porque há livros que se desenvolvem mais cedo e alguns um pouco depois da metade.
Não vou seguir roteiro nenhum para fazer a pré-resenha, será simplesmente um comentário livre sobre a minha leitura. Nenhum compromisso com nada e depois alguns trechos da pré-resenha serão incluídos na resenha final. Uma reciclagem rápida.

Vamos começar...
Ultimamente meu tempo tem sido bastante curto para minha leitura, diariamente leio umas 30 páginas, isso se eu conseguir uma hora extra. Vou logo falando algo, como diz meu professor da católica, eu não sou inteligente, mas eu sou esforçado. Eu não aprendo muita coisa durante a aula, mas depois eu dedico bastante tempo em anotações e leituras do material para conseguir entender 100% o assunto. Todos esses estudos extras acaba desaparecendo com o meu tempo livre.
Então para resolver isso eu resolvi pegar um livro pequeno e de leitura leve para que eu possa aproveitar mais os meus minutos de leituras (queria eu que fossem horas). Agora a melhor hora que eu consegui para ler é o ônibus! Graças ao trânsito e a demora do ônibus para chegar eu consigo ler no ônibus, me rende um capítulo e pouco mais.
"Corajosos" tem sido uma das minhas melhores leituras de ônibus (virou uma nova categoria na minha vida). Não sou muito fã da narrativa de Randy Alcorn, há certos aspectos que me incomodam, mas não passam de ervilhas embaixo de vários colchões, então não irei entrar em detalhes. 
A história me traz uma certa nostalgia, bastante particular meu. Estudei em um colégio evangélico e eu vou admitir que odiava isso, ainda me irrita o passado lá dentro e isso criou em mim um desgosto por qualquer mídia que se intitula "gospel". Recebi o livro de cortesia da editora e logo pensei em mandar sortear, mas eu pensei que num geral deve haver algo na história do livro que eu pudesse aproveitar para mim.

O livro conta a história da família de quatro polícias da cidade de Atlanta, Adam, Shane, Nathan e David e suas relações com suas respectivas famílias numa sociedade que vive com medo das gangues e do tráfico de drogas intenso. Em uma profissão tão perigosa, torna-se uma dificuldade para os policiais lidarem com seus filhos. Pessoalmente acredito ser bastante difícil ir dormir sem saber se seu pai voltará vivo pela manhã ou temer a realidade toda vez que o telefone tocar.
O resto do livro até então é o típico clichê gospel. Eles encontram uma fé maior em Deus e assim começam a resolver seus problemas na vida. Não sei como esse gênero vende tanto, já que são todos iguais em essência, seja na fraqueza dos detalhes ou no fato de que todos os autores são americanos. Ainda acho um pouco confortante ler sobre como a vida pode ser melhor se seguirmos os ensinamentos, mas eu adoraria ver algo diferente.
"A Cabana" de William P. Young se destacou ao trazer uma situação diferente em que mergulhava o leitor no corpo de um homem que perdeu seu filho e encontra Deus, uma mulher negra, que lhe auxilia para passar pelas dificuldades da vida. Fenômenos como "A Cabana" são difíceis de acontecer, mas eu o uso como ponto de referência sempre que começo uma leitura de livros assim.

Pretendo continuar a leitura sem dúvidas. Sou muito curioso para abandonar um livro pela metade, ainda mais quando o livro tem sido meu parceiro em momentos tão chatos quanto esperar um ônibus.